Pérolas de Sabedoria

Quinta-feira, Janeiro 26, 2012

FAZ HOJE 5 ANOS ...


Faz hoje cinco anos que partiste. E como há cinco anos, no dia de hoje os relógios não deram horas. O sol não brilhou com mais força. Os pássaros não cantaram mais alto, nem o mar se revoltou mais do que é costume. Nas ruas as pessoas não se apressaram mais. O trânsito não parou, nem as pessoas sentiram a tua falta. Em tua casa o teu cão sentiu.


Faz hoje cinco anos que partiste e lembro-me desse dia como se fosse ontem. Aliás, para mim, é como se tivesse sido. Lembro-me de toda a sequência de eventos que levaram desse dia ao dia seguinte, e lembro-me de todas as pessoas que mobilizaste como só tu sabias fazer!

Lembro-me de ti todos os dias, e sei que há muito mais gente que como eu também se lembra. Até chego mesmo a pensar, ou arriscar escrever, que todos nós nos lembramos de ti a cada hora. Mas não sei se será verdade. Eu sei que cá em casa, é!

Faz hoje cinco anos que partiste e embora pensemos em ti todos os dias, poucos sabem a falta que verdadeiramente fazes. Por todas as razões e mais alguma. Desde a companhia a tomadas de decisões. Fossem conselhos, ou simples conversas de circunstância, nunca ninguém conseguirá ter o poder que tiveste, e a presença que te eram tão características.
Sempre bem vestida. Sempre bem posta. Fosse em que circunstancia fosse. Fosse porque razão fosse. Há cinco anos tudo era diferente. Há cinco anos todos éramos mais fortes, e menos frios. Há um ano… Há um século. Há um segundo…
Foi como se tivesse sido de um segundo para o outro, embora já todos o esperássemos.

Faz hoje cinco anos que partiste. Para trás ficaram os fins de tarde cá em casa. As mesas cheias de gente no Natal.
Faz hoje cinco anos que partiste, e como há cinco anos, os relógios não atrasaram. Não deram horas. As pessoas não prestaram homenagens. Os pássaros não voaram mais alto. Nem o sol brilhou com mais força por entre as nuvens. Só nós é que soubemos que dia era hoje.

Faz hoje cinco anos que partiste e ainda não acredito que seja verdade. Sou obrigada a acreditar por causa de tudo o que se passa à minha volta. Mas sei que lá de cima, ou à nossa volta, estejas onde estiveres, estás a olhar por todos nós, preocupada, e com vontade de ajudar e participar como era o teu costume.

Ao longo destes anos, pouco se falou sobre o passado, sobre o futuro ou sobre o presente. Cada um tomou para si o que aconteceu e um a um lidamos com isso da melhor forma que encontramos. Escrevendo. Lendo. Conversando….
Faz hoje cinco anos e ainda ontem aqui estavas. Há um século. Há um ano. Há um segundo.



Sexta-feira, Janeiro 06, 2012

ENQUANTO É TEMPO ...

“Aproveite bem as pequenas coisas, algum dia você vai saber que elas eram grandes.”

Sexta-feira, Dezembro 30, 2011

FELIZ ANO NOVO

Para sonhar um ano novo que mereça este nome, temos que merecê-lo, temos de fazê-lo novo, às vezes não é fácil, mas temos que tentar, experimentar.. É dentro de nós que o Ano Novo dorme à espera de ser acordado. Temos que pensar de forma positiva. Se não houve frutos, valeu a beleza das flores. Se não houve flores, valeu a sombra das folhas. Se não houve folhas, valeu a intenção da semente

“Na vida, quem perde o telhado ganha as estrelas”

Um Feliz 2012 a todos!

Quinta-feira, Dezembro 15, 2011

O QUE É SER FELIZ?

A vida é uma grande universidade, mas pouco ensina a quem não sabe ser um aluno...

Ser feliz não é ter uma vida isenta de perdas e frustrações. É ser alegre, mesmo se vier a chorar. É viver intensamente, mesmo no leito de um hospital. É nunca deixar de sonhar, mesmo se tiver pesadelos. É dialogar consigo mesmo, ainda que a solidão o cerque.

É ser sempre jovem, mesmo se os cabelos embranquecerem. É contar histórias para os filhos, mesmo se o tempo for escasso. É amar os pais, mesmo se eles não o compreenderem. É agradecer muito, mesmo se as coisas derem errado. É transformar os erros em lições de vida.

Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada. É extrair das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo se não existirem grandes factos. É rir de suas próprias tolices.

É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções. É ter amigos para repartir as lágrimas e dividir as alegrias. É ser um amigo do dia e um amante do sono. É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida...

Quem conquista uma vida feliz? Será que são as pessoas mais ricas do mundo, os políticos mais poderosos e os intelectuais mais brilhantes?

Não! São os que alcançam qualidade de vida no palco de sua própria alma. Os que se libertam do medo. Os que superam a ansiedade, vencem o mau humor, transcendem os seus traumas. São os que aprendem a velejar nas águas da emoção.

Quinta-feira, Outubro 13, 2011

ELOGIO AO AMOR

“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

MEC

Quinta-feira, Outubro 06, 2011

NÃO, NADA VOLTA A SER COMO ANTES

Não, as coisas nunca voltam a ser as mesmas e nós não voltamos a ser os mesmos. Há um dia, uma altura, em que isto se torna simplesmente evidente e em que o peso desta realidade se torna demasiado para que possamos continuar a ignorá-la…
Não, nós mudamos, tudo muda à nossa volta e nada volta a ser aquilo que foi, nada a fazer!
Não, nós não voltamos a ser os mesmos desses dias em que víamos um potencial amigo em cada estranho,  os mesmos que acreditavam em toda a gente a toda a hora, que pensavam que todos os sonhos se podem realizar e que achavam que bastava querer muito para conseguir tudo…
Nós crescemos, demais. E nada é igual ao que era antes. Vimos, ouvimos e sabemos demais. E isso vê-se nas conversas pragmáticas e desapaixonadas, nos votos de vencido que fazemos todos os dias mais por uma consciência tranquila que por acharmos que vai mudar alguma coisa.
É verdade, as coisas mudam, as pessoas também…
Nada é igual a antes de se ouvir um disparate , desfazer uma amizade, fazer uma asneira, ver um equivoco tornar-se demasiado grande para se ultrapassar, ter um sonho irremediavelmente desfeito, um desgosto demasiado pesado, uma confiança traída…
Nada é igual, porque todas as pequenas coisas que fazem os nossos dias mudam o que  é e o que foi, o que fomos e o que somos.
E, por isto, os nossos lugares também não voltam a ser os mesmos, porque tudo se transforma. Sem se perder, é o que dizem…
Não são iguais ruas onde passámos, embora sejam as mesmas, nem são iguais as escolas onde estudámos ou as casas em que vivemos, nem sequer são iguais as caras das pessoas que conhecemos e que vemos nas fotografias que tirámos… Não são os mesmos olhos que vêem hoje.
Mas há sempre algo que fica disso tudo, algo puro que cristalizou, como a fruta do bolo-rei que comíamos noutros Natais, daqueles que tinham o brinde e a fava e sabiam de outra maneira. De tudo isso, das ruas, das escolas, das casas e das caras, resta uma memória, uma história pequenina e intemporal que não cresce connosco, que ficou lá e que se afagares a lâmpada aparece como o génio só para realizar, por um bocadinho, aquele sonho mais escondido e infantil de voltar atrás…

Para seguir em frente!

Quinta-feira, Setembro 22, 2011

A FORÇA DE UM ABRAÇO

Existe algo num simples abraço que trespassa a alma e aquece o coração!
Um abraço é algo extraordinário, magnifico, espantoso, caloroso, protector, aconchegante, excitante, relaxante, apaziguador...é algo que nos dá as boas vindas quando voltamos para casa, algo que torna mais fácil a partida.
Um abraço é uma forma de dividir as alegrias e tristezas, ou só uma forma para dizer que se gosta porque, simplesmente, tu és tu. E tu és especial para quem te abraça...
Abraços significam amor para alguém com quem realmente nos importamos....
Um abraço é algo espantoso...é a forma perfeita de mostrar o amor que sentimos, mas as palavras não podem dizer, as palavras nem sempre conseguem transmitir o que sentimos, o abraço é a tradução desse sentir...
É engraçado como um simples abraço nos faz sentir bem...em qualquer lugar
É sempre compreendido...desejado, esperado...até mesmo quando nos zangamos ou nos sentimos desassossegados, quantos de nós nos acalmamos com um simples abraço?
Abraços não precisam de equipamentos, pilhas ou baterias especiais...
É só abrir os braços e os corações...